Sistema Online de Apoio a Congressos do CBCE, III CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS DO LAZER | XVII Seminário Lazer em Debate

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LAZER E INCLUSÃO DA PESSOA COM SÍNDROME DA DOWN
Andrea Lucena Reis, Tânia Mara Vieira Sampaio, Ioranny Raquel Castro Sousa

Última alteração: 2018-04-01

Resumo


RESUMO: Esta pesquisa foi realizada com os familiares de alunos com Síndrome de Down do Projeto Espaço Com-Vivências da Universidade Católica de Brasília e teve como objetivo investigar se a participação desses alunos no Projeto ampliou suas vivências de lazer e qual o significado da palavra inclusão para os familiares. Optou-se pela pesquisa qualiquantitativa. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UCB protocolo nº 56711416.6.0000.0029 e todos os participante assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para a coleta de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada. Para análise dos dados utilizou-se do Software IRAMUTEQ - Interface de R pour analyses Multidimensionnelles des Textes e de Questionaires, GraphPad Prism 6.0 (GraphPad Software Inc., San Diego, CA), do Software SPSS (2011) versão 20 (Statistical Package for the Social Science - Pacote Estatístico para Ciências Sociais), e também do Software Excel 2010. A amostra foi composta por familiares de 22 alunos com Síndrome de Down do Projeto Espaço Com-Vivências. Em relação às vivencias de lazer concluiu-se que a maioria dos entrevistados (72,7%) apontou melhora no desenvolvimento físico e social e na qualidade de vida de seus filhos(as) devido à participação nas atividades do Projeto Espaço Com-Vivências. Três familiares disseram não ter notado mudanças no lazer de seus filhos(as) após iniciar seu atendimento no projeto Espaço Com-Vivências e outros três familiares não souberam ou não quiseram responder a essa questão. Quanto à qualidade de vida e desenvolvimento físico houve relatos de mudanças na postura física, melhora na disposição e no sono. Relacionado ao desenvolvimento social verificou-se que os alunos passaram a interagir, extravasar, “se soltar” e se comunicar mais, além de se tornarem mais participativos, fato que contribuiu para desenvolvimento da autoestima e promoção da interação do indivíduo com o grupo social e com a sociedade de forma geral favorecendo a inclusão. No entanto, essas pessoas continuam vítimas de preconceito e estigma, por serem consideradas diferentes. Portanto, a inclusão é o caminho a ser percorrido frente ao longo processo de exclusão e o acesso ao lazer para as pessoas com deficiência pode significar superação de situações excludentes. Em relação ao significado da palavra inclusão verificou-se que para alguns, a inclusão não existe, não é vista como realidade, para outros, ela é percebida como algo muito importante e mais visível no ambiente escolar, é entendida como interação, é aceitar as diferenças, é ser tratada como normal. A ideia da inclusão é fazer parte, é ser tratado com igualdade, ser pertencente à sociedade, portanto, para falar do direito à igualdade, a Constituição Federal, em seu art. 5º, preceitua que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. O princípio da igualdade pressupõe que as pessoas colocadas em situações diferentes sejam tratadas de forma desigual, ou seja, dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. Portanto, às pessoas com deficiências deve ser dispensado tratamento desigual para que essas pessoas tenham os mesmos direitos garantidos. E em busca dessa igualdade de direitos surge o direito à inclusão, em que não basta inserir na Constituição Federal a garantia formal de todos os indivíduos e grupos, mas há que se efetivar essa igualdade.

Palavras-chave


Atividades de Lazer. Inclusão. Pessoa com Deficiência.