Tamanho da fonte:
RELAÇÃO DA IDADE ÓSSEA E QUALIDADES MORFOFUNCIONAIS EM JOVENS PRATICANTES DE VOLEIBOL
Última alteração: 2013-06-26
Resumo
INTRODUÇÃO
Atualmente, a evolução científica e tecnológica tem influenciado o meio esportivo, melhorando a estrutura de treinamento, sobretudo diante de constantes pesquisas realizadas nessa área. O voleibol, dentro desse contexto, é um dos esportes que tem acompanhado essa evolução da ciência desportiva (Cabral et al, 2005). A relação de influência e determinação entre diferentes fatores e variáveis podem repercutir de forma incisiva nos estágios de formação esportiva. Sendo comum encontrar jovens em diferentes estágios maturacionais, dentro de um mesmo grupo de treinamento ou categoria competitiva, favorecendo assim os mais adiantados no processo de desenvolvimento biológico e ocasionando a desmotivação de outros mais tardios, com possibilidades concretas de se tornarem excelentes atletas no futuro, considerando a necessidade da identificação do correto estágio maturacional, a ferramenta mais indicada para análise da maturação biológica é a estimativa da idade óssea, considerando que suas informações podem ser identificadas desde os primeiros meses de vida até o fim da adolescência e apresentam elevado nível de precisão e exatidão associado à coleta dos dados (Malina, Bouchard, 2002). O presente estudo teve como objetivo principal observar a correlação da idade óssea com componentes antropométricos e qualidades morfofuncionais.
METODOLOGIA
Foram avaliadas 149 crianças brasileiras de 8 a 14 anos de idade, praticantes de voleibol. Para verificação da maturação (idade óssea), foi usado o raio-x de mão e punho, através do método Grave-Brown (1976). Para os componentes antropométricos, foram aferidos estatura, massa corporal, perímetros de braço e de perna, perímetros de braço e de perna corrigidos, diâmetros bi-crista-ilíaco e biacromial, e dobras cutâneas tricipital e de perna como componentes de composição corporal, além dos testes de aptidão física para a agilidade, coordenação, e força explosiva de membros inferiores e superiores. Para tratamento estatístico foi utilizada estatística descritiva e teste de correlação de Pearson.
RESULTADOS
Os resultados encontrados demonstram correlação positiva entre a idade óssea e as variáveis: idade cronológica, estatura, massa corporal, perímetro de braço, perímetro de perna, perímetro corrigido de braço, perímetro corrigido de perna, força explosiva de membros superiores e inferiores, velocidade de membros superiores, diâmetro bi-crista-ilíaco e diâmetro biacromial, porém as variáveis dobras cutâneas de tríceps, de perna, agilidade apresentaram correlação de moderada à fraca.
ANÁLISE E DISCUSSÃO
Observando o índice de correlação da idade óssea com a idade cronológica e estatura fica evidente, que a variável idade óssea influencia o crescimento do indivíduo, porém, quando observamos a associação da idade óssea com a agilidade, fica clara a baixa relação de causa e efeito indicando que no processo de descoberta de variáveis indicadoras do rendimento e não somente uma variável isolada. O que corrobora com a literatura, como o estudo com atletas profissionais de voleibol, que associaram o alto nível de desempenho e maior estatura ao estado de maturação tardio (Malina, Bouchard, Bar-Or, 2004). Verifica-se forte correlação da maturação com os dados antropométricos, sendo a estatura, os diâmetros biacromial e bicristailíaca, e o perímetro corrigido de perna as variáveis que apresentam melhores resultados, onde se sabe que diâmetros e espessuras corporais tendem a acompanhar o processo maturacional de forma positiva (Forwood et al, 2006).
Diante dos resultados encontrados para a correlação com as qualidades morfofuncionais dos jovens praticantes de voleibol, pode-se atestar, dentro do processo de seleção e promoção dos talentos esportivos, a relevância da análise de variáveis diversas, quando se obtém, como resultados, correlações positivas entre a idade óssea e diferentes variáveis motoras e antropométricas. Neste ponto, a literatura tem evidenciado a necessidade de observação da variável maturacional, no processo de seleção, procedendo-se a um trabalho em longo prazo, onde, nem sempre, o individuo que manifesta melhor desenvolvimento físico precoce permanecerá apresentando referida vantagem até a vida adulta (Kishali et al, 2006).
CONCLUSÃO
Os resultados nos permitem concluir a grande relevância da observação de variáveis maturacionais no processo de seleção e promoção de jovens atletas, evitando os erros causados pela observação de variáveis de forma independente.
Atualmente, a evolução científica e tecnológica tem influenciado o meio esportivo, melhorando a estrutura de treinamento, sobretudo diante de constantes pesquisas realizadas nessa área. O voleibol, dentro desse contexto, é um dos esportes que tem acompanhado essa evolução da ciência desportiva (Cabral et al, 2005). A relação de influência e determinação entre diferentes fatores e variáveis podem repercutir de forma incisiva nos estágios de formação esportiva. Sendo comum encontrar jovens em diferentes estágios maturacionais, dentro de um mesmo grupo de treinamento ou categoria competitiva, favorecendo assim os mais adiantados no processo de desenvolvimento biológico e ocasionando a desmotivação de outros mais tardios, com possibilidades concretas de se tornarem excelentes atletas no futuro, considerando a necessidade da identificação do correto estágio maturacional, a ferramenta mais indicada para análise da maturação biológica é a estimativa da idade óssea, considerando que suas informações podem ser identificadas desde os primeiros meses de vida até o fim da adolescência e apresentam elevado nível de precisão e exatidão associado à coleta dos dados (Malina, Bouchard, 2002). O presente estudo teve como objetivo principal observar a correlação da idade óssea com componentes antropométricos e qualidades morfofuncionais.
METODOLOGIA
Foram avaliadas 149 crianças brasileiras de 8 a 14 anos de idade, praticantes de voleibol. Para verificação da maturação (idade óssea), foi usado o raio-x de mão e punho, através do método Grave-Brown (1976). Para os componentes antropométricos, foram aferidos estatura, massa corporal, perímetros de braço e de perna, perímetros de braço e de perna corrigidos, diâmetros bi-crista-ilíaco e biacromial, e dobras cutâneas tricipital e de perna como componentes de composição corporal, além dos testes de aptidão física para a agilidade, coordenação, e força explosiva de membros inferiores e superiores. Para tratamento estatístico foi utilizada estatística descritiva e teste de correlação de Pearson.
RESULTADOS
Os resultados encontrados demonstram correlação positiva entre a idade óssea e as variáveis: idade cronológica, estatura, massa corporal, perímetro de braço, perímetro de perna, perímetro corrigido de braço, perímetro corrigido de perna, força explosiva de membros superiores e inferiores, velocidade de membros superiores, diâmetro bi-crista-ilíaco e diâmetro biacromial, porém as variáveis dobras cutâneas de tríceps, de perna, agilidade apresentaram correlação de moderada à fraca.
ANÁLISE E DISCUSSÃO
Observando o índice de correlação da idade óssea com a idade cronológica e estatura fica evidente, que a variável idade óssea influencia o crescimento do indivíduo, porém, quando observamos a associação da idade óssea com a agilidade, fica clara a baixa relação de causa e efeito indicando que no processo de descoberta de variáveis indicadoras do rendimento e não somente uma variável isolada. O que corrobora com a literatura, como o estudo com atletas profissionais de voleibol, que associaram o alto nível de desempenho e maior estatura ao estado de maturação tardio (Malina, Bouchard, Bar-Or, 2004). Verifica-se forte correlação da maturação com os dados antropométricos, sendo a estatura, os diâmetros biacromial e bicristailíaca, e o perímetro corrigido de perna as variáveis que apresentam melhores resultados, onde se sabe que diâmetros e espessuras corporais tendem a acompanhar o processo maturacional de forma positiva (Forwood et al, 2006).
Diante dos resultados encontrados para a correlação com as qualidades morfofuncionais dos jovens praticantes de voleibol, pode-se atestar, dentro do processo de seleção e promoção dos talentos esportivos, a relevância da análise de variáveis diversas, quando se obtém, como resultados, correlações positivas entre a idade óssea e diferentes variáveis motoras e antropométricas. Neste ponto, a literatura tem evidenciado a necessidade de observação da variável maturacional, no processo de seleção, procedendo-se a um trabalho em longo prazo, onde, nem sempre, o individuo que manifesta melhor desenvolvimento físico precoce permanecerá apresentando referida vantagem até a vida adulta (Kishali et al, 2006).
CONCLUSÃO
Os resultados nos permitem concluir a grande relevância da observação de variáveis maturacionais no processo de seleção e promoção de jovens atletas, evitando os erros causados pela observação de variáveis de forma independente.
Palavras-chave
Treinamento; Seleção de talentos; Idade Óssea; Maturação;
Texto completo:
PDF